Flutuando, mas com propósito Flutuando, mas com propósito
Dia Mundial da Lontra
Lontra-marinha, Baía de Kachemak, Homer, Alasca, Estados Unidos (© roclwyr/Getty Images)
Ela flutua, brinca e parece despreocupada. Na prática, carrega uma função central. Inteligentes, curiosas e incansáveis, as lontras são peças‑chave para a saúde de ambientes aquáticos. Onde existem, cadeias alimentares tendem a estar equilibradas. No Brasil, a lontra‑neotropical percorre rios, lagoas e áreas alagadas, ajudando a regular populações de peixes e sinalizando a qualidade da água.
No litoral, o efeito ganha outra escala. A lontra‑marinha da imagem, registrada no Alasca, Estados Unidos, controla populações de ouriços‑do‑mar e impede que eles avancem sobre as florestas de kelp. Essas grandes algas sustentam peixes, invertebrados e aves, reduzem a erosão costeira e ainda ajudam a capturar carbono.
Nada disso torna as lontras imunes. Poluição, degradação dos ambientes aquáticos e pressão humana encurtam seus territórios no mundo inteiro. O Dia Mundial da Lontra, em 23 de maio, marca justamente esse ponto de atenção: quando elas deixam de nadar ali, algo essencial já saiu do lugar.