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Parque Nacional Everglades, Flórida, Estados Unidos
Vista aérea do Parque Nacional Everglades, Flórida, Estados Unidos (© Tetra Images/Getty Images)
Pântanos, manguezais e planícies inundáveis raramente viram cartão‑postal. Mas estão entre os ecossistemas mais produtivos do planeta, capazes de transformar água aparentemente parada em vida em circulação. Prestam serviços decisivos: retêm sedimentos, capturam carbono, reduzem impactos de cheias e ajudam a abastecer regiões vizinhas.
No Brasil, essa engrenagem funciona em escala monumental. O Pantanal, com mais de 14 milhões de hectares, regula ciclos naturais de inundação; os manguezais protegem o litoral; as várzeas mantêm rios vivos. A imagem de hoje mostra outro exemplo dessa lógica no Parque Nacional Everglades, no sul da Flórida, Estados Unidos. Vistos de cima, formam um quebra‑cabeça em movimento lento de água rasa, capim, manguezais e canais moldados pelo fluxo paciente que desce do Lago Okeechobee.
Com cerca de 600 mil hectares, os Everglades protegem de aves migratórias a peixes, de jacarés à esquiva pantera‑da‑flórida. Quando áreas assim perdem espaço, o impacto não demora. Zonas alagadas não são excesso de água — são onde o planeta aprende a administrá‑la.