O arco-íris ganhou asas O arco-íris ganhou asas
Abelharuco, Parque Natural Sierra de Grazalema, Cádiz, Espanha
Abelharuco no Parque Natural Sierra de Grazalema, Cádiz, Espanha (© Andres M. Dominguez/Nature Picture Library)
No abelharuco, nada é decorativo. As cores chamam atenção, mas o essencial está no movimento: ele caça insetos no ar com curvas rápidas e controle fino. Como o nome sugere, abelhas e vespas estão no topo do cardápio. O truque contra picadas? Arrancar o ferrão antes de engolir.
A foto de hoje foi tirada na Serra de Grazalema, no sul da Espanha, onde esse pássaro transforma encostas arenosas em áreas de nidificação, escavando galerias estreitas que protegem os filhotes. Depois, migra para a África, mantendo um ciclo que conecta diferentes regiões do planeta.
Embora sua rota não cruze com o Brasil, quem já parou para observar andorinhas, beija-flores e até bem-te-vis caçando no ar sabe bem: nosso céu também tem trânsito. O abelharuco só eleva isso a outro nível. Quando vários decolam juntos, o padrão parece ensaiado — e não é. É organização espontânea, repetida até funcionar de forma precisa demais para parecer acaso.