Bora Bora e sua lagoa, Pacífico Sul, Polinésia Francesa (© Frederick Millett/Shutterstock)
Hoje é Dia Internacional dos Trópicos, essa faixa entre Câncer e Capricórnio onde calor e umidade parecem ter opinião própria. Essa área cobre cerca de 40% da superfície terrestre, mas concentra mais ou menos 80% da biodiversidade. Tudo aqui opera em escala maior: florestas mais densas, recifes mais vibrantes, culturas mais intensas. E o Brasil, com a Amazônia e seus biomas, está no centro dessa potência.
Bora Bora, na Polinésia Francesa, ajuda a entender esse excesso sem precisar de legenda. A ilha da imagem nasceu de um vulcão antigo que foi sendo desgastado ao longo do tempo. O que ficou são picos escuros e dramáticos, como o Monte Otemanu, cercados por uma lagoa azul‑turquesa protegida por recifes. Enquanto a rocha afunda lentamente, os corais sobem, como se o lugar se ajustasse sozinho, num equilíbrio em movimento. Ali, como em muitos lugares tropicais, geologia e vida caminham juntas. O relevo muda, o oceano responde, e a vida, como sempre, não só acompanha: lidera.