Cidades que respiram sob as ondas Cidades que respiram sob as ondas
Recife de coral em Raja Ampat, Indonésia
Recife de coral e praia em Raja Ampat, Indonésia (© SergeUWPhoto/Shutterstock)
Imagine uma metrópole erguida por milhões de animais do tamanho de uma borracha de lápis, trabalhando sem descanso no coração do oceano. Bem-vindo ao recife: não rocha, mas arquitetura viva. Cada estrutura nasce de colônias de corais que secretam carbonato de cálcio e, camada sobre camada, constroem cidades submersas capazes de atravessar milênios.
Mesmo ocupando menos de 1% do fundo marinho, esses sistemas sustentam cerca de um quarto da biodiversidade oceânica. Alguns brilham na luz graças a proteínas fluorescentes — um “protetor solar biológico” — enquanto peixes-papagaio transformam o coral na areia fina que cobre as praias.
A Grande Barreira de Corais australiana é a maior estrutura viva do planeta, com mais de 2 mil quilômetros. O ápice da diversidade? Raja Ampat, na Indonésia — visto na imagem —, onde mais de 75% das espécies de coral dividem o mesmo espaço. E o Brasil entra forte nessa história: o Banco dos Abrolhos guarda o maior complexo recifal do Atlântico Sul, com espécies que não existem em nenhum outro lugar.