Bando de flamingos-americanos, Ilha Isabela, Ilhas Galápagos, Equador (© Tui De Roy/Nature Picture Library)
Antes de existir rede social, os flamingos já dominavam a arte de andar em grupo. Na imagem, estes exemplares das Ilhas Galápagos transformam uma área alagada numa convenção colorida. Raramente estão sozinhos: comem, voam e até descansam juntos, formando grandes concentrações que podem ser vistas a quilômetros de distância.
A cor? Não vem de fábrica. Flamingos nascem acinzentados ou esbranquiçados, e o rosa aparece aos poucos graças aos pigmentos presentes em algas e crustáceos que consomem. Quanto mais rica a dieta, mais vibrante o visual — uma espécie de maquiagem biológica que cada indivíduo constrói com o próprio cardápio.
Embora muita gente associe flamingos ao Caribe ou às Galápagos, eles também fazem parte da fauna brasileira. Das seis espécies conhecidas, cinco já foram registradas por aqui. Mas o flamingo-americano é o único que se reproduz regularmente no país, sobretudo no extremo norte. Em locais como o Parque Nacional do Cabo Orange, no Amapá, eles adicionam pinceladas de rosa à paisagem amazônica.