Coruja-buraqueira-da-flórida em Cape Coral, Flórida, Estados Unidos (© mlorenzphotography/Getty Images)
No Dia Internacional de Conscientização sobre as Corujas, a estrela da imagem, registrada nos Estados Unidos, quebra expectativas. Diferente da maioria, a coruja-buraqueira-da-flórida não liga para árvores. Vive em buracos no solo, caça durante o dia e observa o mundo a partir de pequenos montes de terra.
Essa versatilidade ajuda a explicar por que as corujas conquistaram todos os continentes, exceto a Antártida. São mais de 240 espécies, da coruja-das-neves que enfrenta o Ártico ao diminuto caburé-miudinho, presente na Amazônia e em florestas tropicais, que mede pouco mais de 14 centímetros. Apesar dos estilos de vida diferentes, elas compartilham adaptações impressionantes: um disco facial de penas que canaliza sons e torna a audição extremamente precisa, um voo silencioso e uma rotação do pescoço que pode chegar a 270 graus, compensando olhos que permanecem fixos nas órbitas.
Mais do que símbolos de mistério, corujas atuam como reguladoras discretas de ecossistemas. Ao controlar populações de roedores e insetos, mantêm florestas, campos e cidades em equilíbrio.