A arquitetura da memória A arquitetura da memória
Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo
Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou, Nouméa, Nova Caledônia (© Fabien Astre/Alamy)
Nem toda inovação nasce da ruptura. Às vezes, ela nasce da continuidade. Nesta imagem do Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou, na Nova Caledônia, dez grandes estruturas de madeira e aço parecem brotar do solo. Inaugurado em 1998, o conjunto se inspira nas antigas casas do povo kanak, continuando uma conversa iniciada muito antes de existir concreto, vidro ou arquitetura contemporânea.
Celebrado em 9 de agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo lembra que culturas não sobrevivem por permanecerem iguais. Elas sobrevivem porque sabem mudar sem deixar de reconhecer a própria voz. Isso vale para os mais de 476 milhões de indígenas vivendo hoje em mais de 90 países, inclusive no Brasil, onde centenas de povos continuam falando mais de 270 línguas indígenas e reinventando, todos os dias, maneiras de habitar o mundo sem romper o diálogo com quem veio antes. O Centro Cultural Tjibaou não tenta guardar memórias atrás de uma vitrine. Seu maior acerto é oferecer um lugar onde elas continuam sendo criadas.
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